Ação na Praça Sete alerta sobre riscos no trânsito e faz homenagem às vítimas

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Crédito: Gil Leonardi/Imprensa MG

Pedestres, motoristas e motociclistas que passaram na manhã desta quarta-feira, 21.11, pela Praça Sete, no centro de Belo Horizonte, foram surpreendidos por uma ação educativa em comemoração ao Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trânsito, celebrado no último domingo, 18.

A abordagem foi realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), em parceria com a Polícia Militar, por meio do Batalhão de Trânsito, Polícia Civil, representada pelo Detran, Corpo de Bombeiros Militar, Guarda Municipal e Departamento de Edificações e Estradas de Rodagens (DEER). O objetivo foi alertar e conscientizar a população sobre a preservação da vida no trânsito.

Dados do Observatório de Segurança Pública Cidadã da Sesp, também divulgados nesta quarta-feira, mostram que o número de acidentes de trânsito com vítima está caindo em todo o Estado. De janeiro a outubro de 2017, foram 69.019 acidentes contra 61.818 no mesmo período de 2018. Já em Belo Horizonte, foram 10.148 acidentes com vítima nos primeiros 10 meses de 2017 contra 9.500 acidentes e janeiro a outubro de 2018.

Ação educativa – Dia Mundial em Memória às vítimas de acidentes de trânsito – Crédito: Gil Leonardi/Imprensa MG

Segundo a coordenadora de Ações de Trânsito da Secretaria de Estado de Segurança Pública, Christianne Aguiar, a queda nas estatísticas se deve a campanhas educativas, e ações mais constantes no Estado, como as blitze integradas da Lei Seca.  “A prevenção sempre será a melhor alternativa. Alertar as pessoas sobre os malefícios da imprudência no trânsito faz com que eles comecem a refletir sobre as suas atitudes. Muitas vezes é necessário chocá-los, como é o caso do carro batido e da coroa de flores que estão aqui expostos na Praça Sete. Cada vida que nós conseguimos preservar é muito importante”, afirma.

Durante a ação, os profissionais alertaram quem passou por um dos mais movimentados pontos da capital sobre os perigos da mistura álcool e direção, da realização da manutenção do veículo, direção segura, entre outros. Diversos materiais informativos foram distribuídos, além de brindes cedidos por empresas parceiras.

Pesquisa sobre álcool e drogas na direção

Outra importante ação promovida pela Secretaria de Estado de Segurança Pública aconteceu no ato desta quarta-feira na Praça Sete. Uma equipe da Subsecretaria de Políticas sobre Drogas (Supod), da Secretaria de Segurança Pública, iniciou no local uma pesquisa sobre o uso de álcool, tabaco e outras drogas por cidadãos enquanto dirigem.

Ajudando na aplicação da pesquisa e contando a sua própria história, autores de delito de trânsito que participam dos grupos da Central de Acompanhamento de Penas e Medidas Alternativas (Ceapa), da Subsecretaria de Políticas de Prevenção Social à Criminalidade (Supec), também integraram a ação.

Arthur Aguiar, de 40 anos, foi um dos pedestres abordados e avaliou como positiva a ação realizada. “As pessoas nunca acham que um acidente vai acontecer com elas. Porém, com esses materiais distribuídos e o depoimento dos jovens da Ceapa, que já passaram por esta situação, a gente consegue perceber que a responsabilidade do trânsito é de todos. ”

Uma blitz educativa alertando os motociclistas sobre a importância de manter a documentação em dia, uso de capacete e demais equipamentos de segurança também foi montada pela Polícia Militar e pela Guarda Municipal de Belo Horizonte. Aqueles que não possuíam a antena de moto ganharam a instalação na hora.

Outra blitz conferindo documentações de veículos, estado de conservação de pneus, uso de cinto de segurança e cadeirinhas para carro, além do teste do bafômetro também foi montada para os motoristas.

Como destacou o assessor de imprensa do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, Tenente Marco Antonio Said, a grande circulação de pessoas na Praça Sete contribuiu muito com a ação. “Conseguimos conscientizar as pessoas dos riscos e cuidados no trânsito, fazendo com que eles possam adotar condutas positivas, respeitando sempre as leis do Código de Trânsito Brasileiro”.

Já o delegado-chefe da Divisão Especializada em Prevenção e Investigação de Crimes de Trânsito, Roberto Alves, acrescentou: “uma vida perdida não tem como ser recuperada. Quanto mais pessoas nós conseguirmos atingir e mobilizar melhor”.