Exibicionismo na web: necessidade ou moda?

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Foto: AntonioGuillem / iStock. by Getty Images

Não faça da sua vida um livro aberto

Estamos vivenciado um momento diferente e quase que “impensado” em nossa sociedade. Estamos deixando de dar a atenção devida para amigos e familiares nas festas e reuniões “para ficar tirando selfies” e claro, postar imediatamente nas Redes Sociais. Mas porque agimos dessa forma e temos essa necessidade “gigante” de nos auto promovermos? Seria uma espécie de marketing, mania ou solidão mesmo?
Recentemente tivemos um caso de policiais do Rio de Janeiro (RJ) que tiraram fotos com o maior foragido da Rocinha. Para algumas pessoas foi uma forma de mostrar que eles conseguiram  (depois de tanto esforço) cumprir o seu dever. Para outros cidadãos uma certa falta de “noção”, já que alguns policiais tiraram fotos com o foragido sorrindo, como se ele fosse uma espécie de prêmio, ou mesmo um “artista” famoso da TV.
Para psicólogos essa necessidade de se auto afirmar da sociedade atual existe porque todos querem ser importantes, ou mesmo relevantes perante certas situações. Mas ai eu te pergunto: até que ponto essa exposição pode ser “boa” ou mesmo perigosa para algumas pessoas? Qual o limite dessa exposição desenfreada na Internet que vem tomando conta das atitudes cotidianas das pessoas no mundo todo?
Quando as pessoas se expõe mostrando apenas elas, não existe fragilidade, mas quando elas fazem questão de expor suas intimidades e até mesmo momentos familiares, aí sim, entra uma preocupação. Já costumavam dizer que as Redes Sociais surgiram para nos socializarmos, mas pelo visto elas tomaram uma proporção tão grande, que comportamentos antes jamais esperados estão tomando conta e revelando “às vezes” pessoas sem noção e nenhum pudor.
Será que mostrar ações “impensadas” para chamar a atenção é o caminho para afirmar que as pessoas existem? O que mais vemos nas redes como Facebook e Instagram são pessoas escutando música em seus carros (às vezes deixando claro qual veículo elas têm); exibindo o corpo (nem sempre em academias de ginástica), mas em momentos íntimos como em suas camas; em locais públicos como restaurantes ou mesmo esbanjando situação financeira (com viagens até internacionais) para pessoas que elas jamais viram pessoalmente.
Esse momento deve ser analisado com mais atenção, pois os celulares deixam de fato nossas vidas mais práticas. Mas o cuidado com a exposição de momentos íntimos deve ser primoroso, pois vivemos dentro de uma sociedade com diversos tipos de perfis mentais. Não sabemos de verdade como pensam e agem todas as pessoas que estão ali nos “seguindo” e acompanhando nossos passos. Lembre-se que não são todas que tem um convívio “real” e muito menos tiveram um contato pessoal.
Use as Redes Sociais para alcançar coisas boas como fazer amigos, buscar um bom emprego;  mostrar o seu trabalho e através delas, muito sucesso em sua vida. Não faça das Redes Sociais um espaço para mostrar atitudes insensatas que podem até mesmo te desqualificar perante pessoas que poderiam te estender a mão no futuro. A vida gira em círculos e pode te levar a pessoas que você jamais imaginaria encontrar novamente.
Cuidado
Precisamos do afeto do próximo, de nos socializarmos para vivermos melhor,  mas se expor para quem você não conhece não é o caminho correto para mostrar que você existe. Era do exibicionismo: Necessidade ou moda? Sua vida não precisa ser um livro aberto. Antes de publicar fotos sozinho (a) ou em lugares, raciocine se isso poderá te trazer boas consequências ou infelizmente uma má impressão. Pense nisso!