Medo: Porque ele define tantas coisas em nossas vidas?

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Crédito: Getty Images/Vetta

Na infância e adolescência são dilemas,  mas na maturidade ele toma decisões. 

Sempre que me deparo com alguma situação preocupante, dois sentimentos me vem em mente: a tristeza e às vezes a alegria, e enfim, “o medo” de tomar certas decisões para qualquer um desses caminhos. No entanto, nem sempre foi assim, pois quando crianças, as decisões são embasadas (pelo menos 80%) no que os pais ou responsáveis vão dizer e ordenar e alguns “medos são bobos”. Mesmo assim, podem deixar marcas para o futuro, principalmente no período da maturidade, na casa dos 30 anos de idade. O arrependimento “tardio” pode ser um deles, pois algumas coisas acabam ficando no passado mesmo. Lembre-se, não têm como voltar no tempo não é mesmo? 

Quem nunca teve medo do “cara brigão e mais velho” que implicava porque você era quieto, ou mesmo porque você era aquele garoto que as meninas gostavam? Quem nunca saiu correndo da aula porque o valentão ia te pegar lá fora? O próprio cinema já relatou esse dilema “passageiro” no filme “Te Pego Lá Fora (1987)”. Além desse medo, quem nunca teve receio de arriscar dar um beijo na garota (o) que era apaixonado (a) na escola? Eu tive um amor platônico do “primário até a quarta série do primeiro grau”, mas o medo me fez desistir de tentar. Perdi a chance de estar ao lado de quem eu gostava, ou na verdade posso ter deixado para trás a chance de conhecer uma pessoa bacana. Faz parte do medo! 

Já na adolescência “o medo se mistura com a rebeldia”, já que nesse período os pais ainda são os responsáveis legais. Nesse momento o jovem toma suas atitudes, mas nem sempre se preocupa com o que os pais poderão dizer e fazer após um erro. O medo do jovem nesse momento está atrelado ao o que ele poderá deixar de ganhar dos pais como uma “mesada” ou outras facilidades. O seu medo se concentra também nas punições, como ter que trabalhar com os pais, ter que cuidar da casa, tomar conta dos irmãos mais novos “ao invés de sair com amigos”. Além disso, ter que estudar para o vestibular, como já dizia a letra da canção “Química” da Legião Urbana. Ou seja, responsabilidades surgem apenas quando eles fazem coisas de errado! 

Maturidade 

Eis que chega o momento em que esses medos da infância e da adolescência deixam de existir para serem substituídos pelas responsabilidades de verdade! Na maturidade, ou seja, a partir dos 30 anos para frente, o cidadão tem que se preocupar com casamento, filhos e ainda contas para pagar. O medo agora está atrelado à essas responsabilidades e a sobrevivência, assim, enfrentar desde cedo adversidades (mesmo que bobas) e saber vencer com sabedoria é o melhor caminho para acabar com o medo. O medo vai existir desde a infância, por isso, vá em frente na busca de soluções inteligentes e simples para ter uma vida mais tranquila no futuro. Medo: Porque ele define tantas coisas em nossas vidas? Na infância e adolescência são dilemas, mas na maturidade ele toma decisões. Pense nisso e veja o “medo como um desafio” para fazer a sua vida cada vez melhor.